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Produção leiteira no RS se mantém estável frente a clima adverso e casos de mastite 🥛📊

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Produção leiteira no RS se mantém estável frente a clima adverso e casos de mastite 🥛📊

A Emater/RS‑Ascar indica que, apesar de condições climáticas desfavoráveis em grande parte do estado, a produção de leite manteve-se estável nas últimas semanas. O monitoramento microclimático revelou diferenças marcantes entre as regiões, exigindo adaptações rápidas nos sistemas de manejo e na estratégia de suplementação alimentar.

Em Caxias do Sul, o tempo firme favoreceu a qualidade do leite e a higiene do manejo, reduzindo a necessidade de silagem de milho nos sistemas a pasto. Já em Soledade, a estratégia de manter os animais em galpões de alimentação protegeu os piquetes e limitou a incidência de mastite, mantendo a sanidade sob controle. Em Santa Rosa, a evolução do pasto permitiu baixar o teor proteico da ração, reduzindo custos de produção, enquanto o período seco facilitou a secagem das camas no sistema Compost Barn, gerando economia operacional.

Nas demais regiões, a umidade do solo impôs desafios sanitários e operacionais. Em Porto Alegre, a combinação de ração e silagem foi essencial para sustentar os animais, embora o desenvolvimento do azevém tenha apresentado atraso. Em Santa Maria, o acúmulo de lama nos corredores e áreas de espera comprometeu a mobilidade e a ordenha, impactando a eficiência da coleta de leite. Em Ijuí, sistemas estabulados sofreram com a umidade nas camas, enquanto produtores a pasto observaram aumento de produção com a secagem do solo, apesar de casos pontuais de tristeza parasitária.

A escassez de forragem nativa intensificou a dependência de feno e silagem em Bagé, e chuvas intensas em Pelotas (Morro Redondo e São Lourenço do Sul) reduziram a produtividade devido ao excesso de barro e pisoteio dos pastos. Cidades como Canguçu, Cerrito, Jaguarão e Pedras Altas recorreram à suplementação complementar para garantir o aporte nutricional, enquanto Pelotas reforçou práticas de higiene na ordenha e nos cuidados com as terneiras.

Do ponto de vista estratégico, a insatisfação dos produtores com as margens financeiras evidencia a necessidade de otimizar custos operacionais e melhorar a gestão de risco sanitário. O MAPA, em conjunto com o SIF, tem intensificado a exigência de registros detalhados de casos de mastite e de boas práticas de higiene, o que pode impactar diretamente a elegibilidade para programas de apoio e a rotulagem de produtos. Investir em tecnologias de monitoramento da saúde do rebanho, como sensores de temperatura corporal e softwares de gestão de PAC, pode reduzir perdas e melhorar a conformidade regulatória.

Recomendações para tomadores de decisão:

  • Reforçar protocolos de higiene nas instalações, especialmente em áreas de ordenha e camas, para minimizar casos de mastite e atender às normas do MAPA.
  • Adotar sistemas de suplementação flexíveis que respondam rapidamente às variações climáticas, reduzindo a dependência de forragem de baixa qualidade.
  • Investir em treinamento de equipe e em consultoria especializada (ex.: Consulak) para adequar processos de PAC e rotulagem às exigências do SIF.
  • Implementar ferramentas de análise de custos que identifiquem oportunidades de redução de despesas, como a otimização do teor proteico da ração.
  • Monitorar indicadores de margem e produtividade em tempo real, permitindo ajustes rápidos diante de eventos climáticos adversos.


📰 Fonte: MilkPoint — Giro de Notícias

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