Voltar para Notícias

Doce de leite como pré‑treino: oportunidades estratégicas para laticínios no mercado wellness 🥛📈

1 acessos Notícias do Setor
Doce de leite como pré‑treino: oportunidades estratégicas para laticínios no mercado wellness 🥛📈

O segmento de produtos lácteos está passando por uma reconfiguração impulsionada pelo movimento wellness, que combina indulgência e funcionalidade. Consumidores que utilizam medicamentos GLP‑1, como as canetas de perda de peso, representam 12,9% dos domicílios pesquisados pela Worldpanel by Numerator, e 96,7% das classes AB reconhecem essas soluções. Esse cenário cria demanda por alimentos que conciliem prazer sensorial e aporte nutricional, como o doce de leite enriquecido com proteína ou formulado sem açúcar e lactose.

Empresas como Hey Mu, Tirol e Junco já lançaram linhas de doce de leite zero açúcar, zero lactose e com alto teor proteico (18 g por porção). O diferencial competitivo reside na manutenção das características sensoriais – sabor, textura e coloração – que tradicionalmente definem o produto. Para os laticínios, isso implica investimentos em tecnologias de substituição de açúcar (eritritol, stevia) e em processos de concentração de proteína do leite, sem comprometer a estabilidade microbiológica exigida pelo MAPA.

Do ponto de vista regulatório, a rotulagem de “zero açúcar” e “sem lactose” deve obedecer às normas do MAPA e da SIF, que exigem comprovação laboratorial e limites máximos de resíduos de lactose (<0,5 g/100 g). Além disso, a alegação de aporte proteico requer declaração de teor mínimo (geralmente 10 % da porção) e a inclusão de informações sobre a origem da proteína. O não cumprimento pode gerar multas e recolhimento de lotes, impactando custos operacionais.

Estratégicamente, os laticínios podem explorar canais de distribuição premium – e‑commerce, clubes de assinatura e pontos de venda em academias – onde o consumidor está disposto a pagar mais por conveniência e benefícios funcionais. A segmentação por faixa etária e fase da vida (jovens atletas, adultos em dietas de restrição calórica) permite ajustar o portfólio, oferecendo versões com diferentes perfis de macronutrientes e adoçantes.

Por fim, a adoção de formulações zero açúcar e alta proteína gera impactos de custo que devem ser gerenciados. Ingredientes como proteínas isoladas e adoçantes de alta pureza elevam o custo unitário, mas podem ser compensados por margens maiores em nichos premium e pela redução de perdas associadas a produtos ultraprocessados, que estão em declínio. A Consulak, com sua expertise em projetos, PAC e rotulagem, está preparada para apoiar laticínios na viabilização desses lançamentos, garantindo conformidade regulatória e otimização de custos.

📰 Fonte: MilkPoint — Giro de Notícias