A Euromonitor, em seu relatĂłrio AI‑Powered Shopping: New Insights on What’s Truly Driving Adoption, revelou que a inteligĂŞncia artificial (IA) já está remodelando a jornada de compra em categorias de consumo rápido. O caso da Chobani, que saltou da 12ÂŞ posição em vendas online para a 6ÂŞ quando a descoberta parte de recomendações de IA, demonstra que a tecnologia pode gerar diferenciação real para marcas de laticĂnios, sobretudo aquelas que enfatizam atributos como alto teor de proteĂna e perfil saudável.
Embora apenas 2 % das compras de refrigerantes e 3 % dos itens básicos de supermercado sejam iniciadas por IA, a taxa sobe para 28 % em produtos de saĂşde e chega a 47 % em cuidados pessoais. Esse salto ocorre porque consumidores chegam Ă IA com perguntas especĂficas – por exemplo, “qual iogurte tem mais proteĂna e menos açúcar?”. TendĂŞncias de saĂşde, como a busca por proteĂna extra, saĂşde intestinal e o uso crescente de medicamentos GLP‑1, estĂŁo ampliando a relevância da IA tambĂ©m para o segmento lácteo.
A Euromonitor classifica a descoberta por IA em quatro modos: Autopilot (recompra automática), Tailor (filtragem por critĂ©rios como “rico em proteĂna”), Explain (comparação detalhada de ingredientes) e Advise (consultoria personalizada para montar refeições). Para um laticĂnio, explorar o Tailor e o Advise pode significar posicionar o iogurte como solução nutricional completa, gerando maior engajamento e valor percebido.
Os dados de busca reforçam quais atributos sĂŁo mais valorizados: “alto teor de proteĂna” aparece 1,54 × mais, “sem soja” 1,42 ×, “orgânico” 1,38 ×, “vegano” 1,34 ×. Para que esses termos sejam reconhecidos pelos algoritmos, as informações de rotulagem, fichas tĂ©cnicas e PAC precisam estar estruturadas em formatos legĂveis por máquinas (JSON‑LD, schema.org). A Consulak orienta que a conformidade com MAPA/SIF seja mantida, mas que os metadados digitais sejam igualmente rigorosos.
Recomendações estratĂ©gicas para laticĂnios:
- Mapear os pontos de contato onde a IA pode resolver dĂşvidas do consumidor (ex.: apps de delivery, assistentes de voz).
- Enriquecer o cadastro de produtos com atributos de saúde, origem e certificações, garantindo que estejam indexáveis por motores de IA.
- Alinhar o portfĂłlio a tendĂŞncias de proteĂna, baixo açúcar e opções sem lactose, criando linhas “IA‑ready” que respondam diretamente Ă s buscas.
- Monitorar a visibilidade gerada por IA separadamente das métricas de e‑commerce tradicional, permitindo ajustes rápidos de comunicação e de mix de produtos.
đź“° Fonte: MilkPoint — Giro de NotĂcias