O 15º Plano Quinquenal da China (2026‑2030) reforça a política de segurança alimentar anunciada por Xi Jinping há mais de uma década: produzir mais internamente e reduzir a dependência de importações. Entre as metas está elevar a autossuficiência em carne bovina e ovina de 70% para 85% até 2030, além de ampliar a produção de grãos com tecnologia avançada. Essa mudança de postura tem repercussões imediatas nos fluxos comerciais com o Brasil, principal fornecedor de soja e carne bovina para o mercado chinês.
Os números já apontam a direção da tendência. Em 2023 a China importou quase 112 milhões de toneladas de soja, das quais mais de 70% foram originárias do Brasil. No mesmo período, as exportações brasileiras de milho para a China caíram de 8,4 milhões de toneladas em 2024 para menos de 4 milhões em 2025, refletindo uma queda de 20,8 % no valor das exportações. Além disso, a China impôs uma sobretaxa de 55 % sobre a carne bovina brasileira que ultrapassar 1,1 milhão de toneladas, medida que já afetou o volume exportado.
Para o setor de laticínios, a redução do uso de farelo de soja na alimentação animal pode elevar o custo dos insumos de nutrição, pressionando margens de produção. Ao mesmo tempo, a busca chinesa por produtos de maior valor agregado abre espaço para que o Brasil exporte ingredientes lácteos processados, como proteína de soro ou queijos premium, que exigem menos volume e oferecem melhor rentabilidade.
Estratégias de adaptação são essenciais:
- Diversificar destinos de exportação, reduzindo a dependência de um único comprador.
- Agregar valor aos produtos – investir em cortes premium, processos de industrialização e branding que atendam às exigências de rotulagem do MAPA e padrões internacionais.
- Fortalecer a presença comercial na China, acompanhando de perto mudanças regulatórias e oportunidades de joint ventures.
- Explorar novos nichos, como combustíveis sustentáveis (SAF) e biotecnologia aplicada a alimentos, que podem gerar demanda por matérias‑primas agrícolas de maior valor.
É nesse cenário que a Consulak se destaca como parceira estratégica. Com expertise em projetos de PAC, adequação à legislação MAPA/SIF e rotulagem de alta complexidade, a consultoria orienta laticínios a otimizar custos de insumos, desenvolver linhas de produtos premium e estruturar estratégias de entrada em mercados emergentes, garantindo competitividade frente às mudanças da política chinesa.
📰 Fonte: G1 — Agronegócios
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