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Uruguai registra crescimento de vacas lactantes, mas queda de novilhas pressiona reposição 2027 🥛

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Uruguai registra crescimento de vacas lactantes, mas queda de novilhas pressiona reposição 2027 🥛

Os dados preliminares da Declaração Oficial de Rebanho (Dicose) referentes a 30 de junho de 2026 mostram que o rebanho leiteiro uruguaio soma 307.449 vacas em lactação, um aumento de 2,6% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, o número de vacas secas recuou 3,5%, passando de 90.482 para 87.336 animais. O ponto de atenção maior recai sobre as novilhas, que apresentaram redução significativa.

As novilhas com mais de dois anos, ainda não cobertas, caíram 15,6% (de 24.718 para 20.867 cabeças), enquanto as de um a dois anos diminuíram 2%. Essa tendência não indica necessariamente falhas na reposição, mas reflete avanços no manejo que permitem que as fêmeas alcancem a primeira lactação em idade mais precoce. Além disso, parte da diminuição decorre da exportação de novilhas, prática que tem ganhado força como fonte de receita para os produtores uruguaios.

O ganho de produtividade por vaca tem sido o principal motor da expansão da produção leiteira. Segundo a Associação de Produtores de Leite de Canelones, o rendimento médio chegou a cerca de 6 mil litros por vaca, um aumento próximo de 10% em relação ao ciclo anterior. Esse patamar é considerado elevado para as condições climáticas e de manejo do país, permitindo que o volume total de leite continue crescendo mesmo com um aumento marginal do número de animais.

Para 2027, os analistas apontam que a expansão do rebanho será praticamente nula. A maior parte das novilhas disponíveis será destinada à reposição das vacas que deixam o sistema produtivo, reduzindo a margem para crescimento do efetivo leiteiro. Manter o ritmo de produtividade será o grande desafio; fatores como genética avançada, nutrição de precisão e tecnologias de monitoramento deverão ser intensificados para evitar a estagnação.

Para os tomadores de decisão brasileiros, o cenário uruguaio oferece lições estratégicas: a importância de reduzir a idade de primeira lactação, a viabilidade da exportação de animais jovens como fluxo de caixa e a necessidade de alinhar a produção a normas de rotulagem e rastreabilidade exigidas pelo MAPA e pelo SIF. Investimentos em parcerias transfronteiriças podem abrir novos mercados e otimizar a cadeia de suprimentos, enquanto a adoção de práticas de manejo que elevem a produtividade por vaca se mostra essencial para sustentar a competitividade no mercado latino‑americano.


📰 Fonte: MilkPoint — Giro de Notícias

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