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🥛 Conseleite-MG retoma presidência: cooperativismo e estratégia para revitalizar a cadeia leiteira mineira

2 acessos Notícias do Setor
🥛 Conseleite-MG retoma presidência: cooperativismo e estratégia para revitalizar a cadeia leiteira mineira

Com presença em 98% dos municípios brasileiros, a cadeia produtiva do leite gera cerca de 4 milhões de empregos e tem forte participação da agricultura familiar. Em Minas Gerais – o maior produtor nacional – 216 mil propriedades rurais se dedicam à atividade, e um em cada cinco litros produzidos no estado passa por cooperativas, evidenciando o peso do cooperativismo na estrutura do setor.

Para garantir governança alinhada a essa relevância econômica e social, o Sistema Ocemg integra, desde sua criação em dezembro de 2018, o Conselho Paritário entre Produtores de Leite e Indústrias de Laticínios de Minas Gerais (Conseleite‑MG). Neste ano, a presidência retorna a Isabela Pérez, gerente‑geral de Relações Institucionais do Ocemg, que já ocupou o cargo entre 2023 e 2024. O modelo de presidência é rotativo e paritário, alternando-se entre Ocemg, a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e o Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais (Silemg), reforçando o equilíbrio entre produtores, cooperativas e indústrias.

Entretanto, o setor enfrenta desafios estruturais. Desde 2009, o Brasil registra déficit na balança comercial de leite e derivados, com crescente entrada de leite em pó importado, pressionando preços internos. Os custos de ração, suplementação animal, logística e carga tributária permanecem elevados. Esse cenário já se traduz em queda de 32% no número de pecuaristas que comercializam leite no país nos últimos dez anos, e em Minas Gerais, cerca de 29 mil produtores deixaram a atividade no mesmo período.

A nova gestão do Conseleite‑MG tem como prioridade fortalecer o diálogo setorial e valorizar o produto. Pérez destaca a necessidade de aprimorar a ferramenta de referência que mede a capacidade de pagamento da indústria, tornando‑a mais realista e alinhada às diversidades regionais de Minas. Além disso, a presidente enfatiza a inclusão do varejo nas discussões, reconhecendo que a cadeia completa – da produção ao supermercado – deve ser considerada para garantir competitividade, inovação tecnológica e maior margem de lucro para todos os elos.

O cooperativismo permanece como pilar estratégico: além de captar e industrializar o leite, as cooperativas oferecem assistência técnica, acesso a crédito e programas de aumento de produtividade. Em conjunto com a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) e outras instituições, o Ocemg está elaborando um plano estratégico focado em profissionalização, competitividade, sustentabilidade, abertura de novos mercados e valorização da produção nacional. Essa agenda, alinhada às diretrizes do MAPA e às exigências do SIF, cria oportunidades concretas para laticínios que buscam melhorar margens, atender a requisitos regulatórios e expandir sua presença no mercado interno e externo.

📰 Fonte: MilkPoint — Giro de Notícias